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CADEIRINHA DE SEGURANÇA... .

No dia 31 de maio de 2008 o Jornal ATarde de Salvador publicou uma matéria, sobre dispositivo de retenção, com o título:   “SELO DO INMETRO PARA CADEIRINHA DE BEBÊ”tag heuer mikrotimer replica

É oficial. A partir de hoje, os dispositivos de retenção para crianças, as conhecidas cadeirinhas, devem deixar as fábricas com o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). A medida visa melhorar a qualidade dos produtos vendidos e diminuir o índice de ferimentos e mortes no trânsito envolvendo crianças. As lojas têm seis meses para adaptar seus estoques à nova regra.Dados do Ministério da Saúde mostram que os acidentes de trânsito são a primeira causa de morte de crianças de 0 a 14 anos.Só em 2005, foram 2.364. A Bahia é campeã no Nordeste, com 110 casos. Na faixa etária de 0 a 4 anos, quando as crianças devem usar a cadeirinha, foram 130 óbitos no Nordeste, sendo 23 na Bahia.Pesquisa feita pelo Instituto para Segurança nas Estradas, nos Estados Unidos, mostrou que o dispositivo reduz o risco de morte em 71% e a necessidade de hospitalização em 69%.As cadeirinhas servem para segurar a criança corretamente durante o transporte em automóveis, especialmente no caso de colisões, capotamentos e freadas bruscas. Isso porque, até os 4 anos, elas não têm altura nem formação óssea adequadas para usar os cintos de segurança comuns. Mesmo assim, o Código Nacional de Trânsito (Contran) fala apenas do uso do cinto nas crianças menores de 10 anos, que devem sempre ser transportadas no banco traseiro.Desde 1999, a NBR 14.400, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), regula os modelos fabricados no País, exigindo testes de resistência, corrosão, travamento dos cintos de segurança e fechos, entre outros. O texto é praticamente o mesmo que vale para os países da Europa.A diferença é que, até ontem, os fabricantes brasileiros não eram obrigados a segui-la.Na tentativa de solucionar o problema, o Inmetro criou, em 2001, um programa de certificação voluntária. A adesão foi baixa e novas pesquisas mostraram que havia muitos produtos de baixa qualidade nas prateleiras.Desde então, o instituto trabalha para tornar a certificação obrigatória, o que só foi conseguido com a Portaria nº 038, de 29 de Janeiro de 2007. O prazo para a exigência chegou, inclusive, a ser adiado por duas vezes. Mesmo assim, a maioria dos fabricantes e vendedores dos equipamentos de retenção no País ainda não se adequou.Hoje a certificação é feita pelo Instituto da Normalização na Segurança, Saúde, Qualidade, Produtividade, Avaliações e Juízo Arbitral (Inor), autorizado pelo Inmetro.A primeira empresa a receber o documento, em abril deste ano, foi a Burigotto, que importa e vende quatro cadeirinhas das marcas Peg-Pérego e Britaxl. No dia 20 de maio, a Indústria Galzerano de Carrinhos e Berços ganhou o direito de uso do selo de conformidade para os modelos Orion e Piccolina.Além delas, a Chicco do Brasil, a Chansport, a Infantis e a Tutti Baby também já deram entrada no processo, mas não há previsão de conclusão. Segundo a presidente do Inor, Salete Garcia, a fase mais demorada é de testes de impacto, que depende da disponibilidade do laboratório italiano contratado para o trabalho.Segundo a engenheira, mesmo com a disponibilidade do procedimento desde o início do ano passado, houve uma verdadeira corrida dos fabricantes nos últimos meses. “Eles estão começando a ter dificuldades em vender para as lojas e, por isso, vêm em busca do selo”.Nas lojas da capital baiana, a preocupação de mamães e papais com a novidade ainda é pequena.
Mesmo buscando conforto e segurança, a maioria não associa diretamente esses itens à presença do selo Inmetro. Grávida de oito meses, a engenheira Silvana Teodoro já fez uma longa pesquisa ao lado do marido, o administrador de empresas Alexandre Campos, para a compra da cadeirinha e do carrinho de bebê. Ela está entre os consumidores que não procuram o selo do Inmetro. “Presto mais atenção no caso dos brinquedos, especialmente por causa da possibilidade de intoxicação e ingestão de pequenas peças”, diz.Mesmo sem as noções técnicas necessárias, Silvana conta que se surpreendeu com as pesquisas feitas em várias lojas da cidade.Segundo ela, a variedade de preços e modelos é tão grande quanto a de qualidade. “Eu vi produtos que são muito confortáveis para os pais, pois são dobráveis e têm várias funções. Mas quando os vi montados, simulando a situação normal de uso, os acidentes eram previsíveis”, relata Silvana.Quando Flávia Senna comprou uma cadeirinha para o filho Luan, de quatro meses, não observou se havia selo de certificação, mas optou por marca de reconhecida qualidade no mercado.“Escolhi a mais resistente.Hoje em dia, as mães precisam contar com esses recursos porque nem sempre podem estar com o bebê no colo, nem têm outra pessoa disponível para isso, principalmente a gente, que viaja muito de carro”, comentou.
Por ANA CAROLINA ARAÚJO
economia@grupoatarde.com.br

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